
Balanceamento dinâmico de carga
Mais carregadores
sobre a mesma entrada
A energia disponível para os carros não é um número fixo — é o que sobra do padrão de entrada depois que o prédio se serve, e isso muda a cada minuto. Medir essa folga é o que separa 4 carregadores de 10.
O problema
O limite quase nunca é o carregador. É o quadro.
Quando um condomínio pergunta quantos carregadores consegue instalar, a conta tradicional soma a potência de placa de cada um e compara com o disjuntor geral. Dimensionado assim, para o pico teórico, o prédio esbarra no limite muito antes de esbarrar na demanda real dos moradores.
A alternativa cara é aumentar a entrada de energia: obra, projeto, prazo com a concessionária e um custo que costuma inviabilizar o projeto inteiro — normalmente para atender a uma carga que só existe algumas horas por noite.
O que o balanceamento estático não enxerga
A folga da madrugada
À noite, quando os carros estão na garagem, é justamente quando o prédio consome menos. Sem medição, essa folga é descartada o ano inteiro.
O resultado
2 a 2,5× mais moradores atendidos, sobre a mesma infraestrutura
A gestão dinâmica de carga multiplica por 2 a 2,5 vezes o número de condôminos atendidos, sobre exatamente a mesma infraestrutura elétrica já orçada. Não há obra adicional, cabo adicional ou aumento de demanda contratada.
- 2 a 2,5×mais moradores atendidos sobre a mesma entrada de energia
- OCPP 1.6carregadores de outras marcas participam, se aceitarem o limite de corrente
- 6 Ao piso: nenhum carro recebe menos do que isso enquanto carrega
- R$ 0em obra de aumento do padrão de entrada ou de demanda contratada
O limite do prédio — nunca ultrapassado
Espaço para os carrosé isto que o controlador distribui, e só isto
Consumo do prédioelevadores, luzes, bombas, apartamentos
Uma noite típica num prédio residencial, em forma ilustrativa. A linha tracejada é o limite do padrão de entrada; a área de baixo é o que o próprio prédio consome. A faixa entre as duas é capacidade já contratada que sobra todas as noites — é ela que o balanceamento divide entre os carros, e ele recua assim que o prédio pede essa energia de volta.
Liga e desliga
20h
Dois carregam no maximo. O terceiro espera uma vaga de energia.
2h
O primeiro encheu; so agora o terceiro comeca.
7h
O terceiro sai sem ter completado.
Alguem sempre espera.
Balanceamento dinamico
20h
Os tres comecam juntos, dividindo a mesma folga.
2h
O primeiro encheu e devolveu a cota aos outros dois.
7h
Os tres saem cheios.
Ninguem espera.
100 A22 kW disponiveis
Convencional
Com balanceamento
2× mais vagas
200 A44 kW disponiveis
Convencional
Com balanceamento
2,2× mais vagas
Quantos carregadores cabem no seu padrão
Simulação de noites completas com o mesmo motor de rateio que roda no controlador. “Serviço” é a proporção de carros que atinge a meta do morador até a hora de sair.
| Disjuntor geral | Carregadores a ≥95% de serviço | a ≥99% |
|---|---|---|
| 50 A | 3 | 2 |
| 63 A | 4 | 3 |
| 100 A | 6 | 5 |
| 150 A | 10 | 8 |
| 200 A | 13 | 11 |
| 300 A | 20 | 16 |
| 400 A | 26 | 22 |
Regra prática: 15 A por carregador para ≥95% de serviço, 18 A para ≥99%, com piso de 6 A por carro (IEC 61851) e 5 A de margem. O modelo é monofásico no pior caso — todos os carregadores na mesma fase. Na prática as vagas são distribuídas entre as fases e sobra mais, então trate a tabela como piso conservador e não como teto.
Quer a conta para o seu prédio, com o custo de 36 meses comprando ou alugando? Use a calculadora para condomínios.
Como funciona
Medir, decidir, confirmar
Um medidor no ramal de entrada
Um medidor lê a corrente que o prédio está puxando agora — elevador, bombas, iluminação, os apartamentos. É a única entrada que o balanceamento estático não tem.
O orçamento é o que sobra
orçamento = padrão × 0,8 − prédio − margem. À noite, quando os carros estão na garagem, é justamente quando o prédio consome menos — e é essa folga que o controle estático precisa jogar fora o ano inteiro.
Um controlador local, na garagem
O rateio foi projetado para rodar dentro do condomínio, não na nuvem: se a internet do prédio cair, o balanceamento continua. Se o medidor, o controlador ou a comunicação falharem, cada carregador cai sozinho para o seu limite de contingência (normalmente 6 A) em até 5 segundos.
Nunca sobe sem confirmar
Antes de liberar mais corrente para um carro, o controlador espera a medição provar que o outro carro realmente baixou. Somar números no papel não protege disjuntor nenhum.
A divisão em si é simples: o orçamento do instante é repartido em partes iguais, em ampères, entre os carros que estão carregando, e quem não consegue usar a parte que lhe cabe devolve o restante para os outros. O controlador não concede menos de 6 A a ninguém — abaixo disso o carro simplesmente para. Quando não há orçamento para todos acima do piso, os últimos a chegar entram em fila, por ordem de chegada, em vez de todos ficarem num valor em que ninguém carrega.
O que muda na prática
Por que este e não outro
Nunca distribuimos energia que nao tenhamos confirmado estar livre.
Ultima barreira
O disjuntor geral do predio
A barreira fisica final. Nosso trabalho e que ele nunca tenha motivo para atuar.
Na garagem
O carregador
Oferece ao carro so o que foi autorizado. Sem contato, cai sozinho para o limite de contingencia (6 A) em ate 5 s.
A cada poucos segundos
O controlador local
Mantem a soma das autorizacoes abaixo do disponivel. So aumenta apos confirmacao.
Fora do predio
A nuvem
Relatorios, cobranca e suporte remoto. Deliberadamente fora do circuito de seguranca.
- O controle roda no prédio, não na nuvem — funciona com a internet fora
- A folga é medida no ramal de entrada, não estimada pela potência de placa
- Aberto a OCPP 1.6 — gerencia também carregadores de outras marcas
- Hardware e software desenvolvidos no Brasil, com suporte em português
- Sem exclusividade e sem contrato de operação amarrando o condomínio
O balanceamento dinâmico não é exclusividade da âmbar-e — outras plataformas oferecem algo com esse nome. O que descrevemos acima é o que a nossa faz: controle local que sobrevive à queda de internet, folga medida em vez de estimada, e nenhuma amarração do condomínio a um operador.
Topologia
Onde cada peça fica, e para que lado a informação anda
âmbar-e nuvem
connect · csms · faturamento
relatório · telemetria · sessões
Condomínio — rede local
Quadro de entrada
controlador
decide as concessões
medidor
consumo do prédio
alimenta
Garagem 1
quadro · limite usável
- vaga 101
- vaga 102
Garagem 2
quadro · limite usável
- vaga 201
- vaga 202
Cada carregador disca para o controlador em OCPP 1.6J, pela rede do prédio. Quem inicia a conversa é o carregador — de fora, ninguém inicia nada.
Como dimensionamos o seu prédio
O número de carregadores que aparece na sua proposta sai da capacidade real medida na entrada do prédio, cruzada com o comportamento de uma noite inteira de recargas — não de uma regra de bolso de catálogo. É por isso que ele costuma ser bem maior do que o primeiro palpite de quem divide a energia disponível pela potência de um carregador.
O controle fica num controlador instalado no próprio prédio, e não na nuvem. Na prática isso quer dizer que o balanceamento continua funcionando mesmo com a internet fora do ar; relatórios, faturamento e gestão remota é que dependem de conexão.
Antes de especificar
O que você precisa saber
Quais modelos participam
Balanceamento dinâmico exige OCPP: SMART, SMART 4G e PROjá saem de fábrica assim. HOME e PAY saem sem OCPP, e são atualizáveis para OCPP pelo app âmbar-e BLUE porR$ 1.400, uma vez, por carregador — feito o upgrade, entram na plataforma e passam a aceitar o mesmo comando de limite de corrente. Carregador de outra marca também participa, desde que fale OCPP 1.6 e aceite esse comando.
E o carregador que o morador já tem? Entra pela mesma porta: precisa falar OCPP 1.6 e aceitar o comando de limite de corrente. Um equipamento que não aceita não é excluído por nós — ele se exclui sozinho. E num prédio com entrada compartilhada o efeito não é só ficar fora do relatório: ele tem de ser dimensionado na potência cheia, porque não há como reduzi-lo quando a folga acabar. Cada ponto assim ocupa orçamento que teria atendido outras vagas.
Norma e concessionária
A ABNT NBR 17019 admite fator de demanda menor que 1 no circuito de distribuição onde há controle de carga. Mas quem decide o valor declarado é a concessionária, e elas divergem entre si —não prometemos que a sua vá aceitar demanda reduzida. Dimensionamos com e sem o benefício para você comparar.
Dois jeitos de contratar
Por prédio ou por quadro
Por prédio — a folga medida da entrada
O controlador lê, a cada poucos segundos, a corrente que o prédio inteiro está puxando no ramal de entrada, e entrega aos carros a folga que existe naquele instante. À noite, quando o prédio consome pouco, a folga cresce — é assim que o mesmo padrão de entrada atende mais carros.
Usa o kit de medição, instalado no quadro de entrada. Vários quadros atrás da mesma entrada contam como um prédio só.
Por quadro — uma potência definida
Para um quadro que alimenta só carregadores, com uma potência reservada para eles. O controlador reparte essa potência entre os carros que estão carregando — mesmo piso de 6 A, mesma fila por ordem de chegada — sem medidor.
Como o valor é fixo, ele é definido no projeto do eletricista: é a potência que o quadro tem disponível para a recarga.
O dimensionamento mostra qual dos dois atende o seu prédio. Por quadro é o caminho mais simples; por prédio aproveita a folga real da entrada e costuma colocar mais carros no mesmo padrão.
Preço
Quanto custa
ADLB — balanceamento dinâmico de carga
R$ 3.600* + R$ 199/mês por prédio ou por quadro
* Por quadro: balanceamento numa potência definida, sem medidor. Por prédio: usa a capacidade livre da entrada, com kit de medição à parte, a partir de R$ 1.100, conforme o disjuntor geral.
R$ 3.600 pelo controlador, aquisição única, eR$ 199 por mês pelo software, por prédio ou por quadro — não por carregador: acrescentar mais um ponto não muda nenhum dos dois valores. Há também o plano anual do software: R$ 1.990 por ano, 12 meses pelo preço de 10, pagos antecipadamente — a mensalidade continua disponível.
A mensalidade é cobrada junto do âmbar-e Connect, que é R$ 49 por carregador por mês (R$ 69 se o carregador for de outra marca), ou R$ 490 / R$ 690 por ponto no plano anual — e já vem incluso em qualquer carregador alugado. Projetos com muitas licenças podem ter desconto por volume — consulte.
Upgrade OCPP do HOME e do PAY
R$ 1.400, uma vez, por carregador
Comprado dentro do aplicativo âmbar-e BLUE. Depois dele o HOME ou o PAY fala OCPP, entra no Connect e passa a participar do balanceamento e do rateio automático — sem trocar o equipamento e sem visita técnica. SMART, SMART 4G e PRO já saem de fábrica com OCPP e não precisam dele.
Como o balanceamento funciona no dia a dia, como conferir que ele está agindo e o que fazer quando parece errado:manual do balanceamento de carga.
Dimensionamento
Quantos carregadores cabem no seu padrão?
Mande a conta de luz e a planta do quadro. A gente dimensiona e responde com números — quantos pontos hoje, quantos com balanceamento, e o que muda no orçamento da obra.