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Prédios de São Paulo ao anoitecer, com as luzes acesas

Balanceamento dinâmico de carga

Mais carregadores
sobre a mesma entrada

A energia disponível para os carros não é um número fixo — é o que sobra do padrão de entrada depois que o prédio se serve, e isso muda a cada minuto. Medir essa folga é o que separa 4 carregadores de 10.

O problema

O limite quase nunca é o carregador. É o quadro.

Quando um condomínio pergunta quantos carregadores consegue instalar, a conta tradicional soma a potência de placa de cada um e compara com o disjuntor geral. Dimensionado assim, para o pico teórico, o prédio esbarra no limite muito antes de esbarrar na demanda real dos moradores.

A alternativa cara é aumentar a entrada de energia: obra, projeto, prazo com a concessionária e um custo que costuma inviabilizar o projeto inteiro — normalmente para atender a uma carga que só existe algumas horas por noite.

O que o balanceamento estático não enxerga

A folga da madrugada

À noite, quando os carros estão na garagem, é justamente quando o prédio consome menos. Sem medição, essa folga é descartada o ano inteiro.

O resultado

2 a 2,5× mais moradores atendidos, sobre a mesma infraestrutura

A gestão dinâmica de carga multiplica por 2 a 2,5 vezes o número de condôminos atendidos, sobre exatamente a mesma infraestrutura elétrica já orçada. Não há obra adicional, cabo adicional ou aumento de demanda contratada.

Uma noite típica num prédio residencial, em forma ilustrativa. A linha tracejada é o limite do padrão de entrada; a área de baixo é o que o próprio prédio consome. A faixa entre as duas é capacidade já contratada que sobra todas as noites — é ela que o balanceamento divide entre os carros, e ele recua assim que o prédio pede essa energia de volta.

Liga e desliga

20h

Carro A7 kW
Carro B7 kW
Carro Cespera

Dois carregam no maximo. O terceiro espera uma vaga de energia.

2h

Carro Acheio
Carro B7 kW
Carro C7 kW

O primeiro encheu; so agora o terceiro comeca.

7h

Carro Acheio
Carro Bcheio
Carro Cespera

O terceiro sai sem ter completado.

Alguem sempre espera.

Balanceamento dinamico

20h

Carro A5 kW
Carro B5 kW
Carro C5 kW

Os tres comecam juntos, dividindo a mesma folga.

2h

Carro Acheio
Carro B7 kW
Carro C7 kW

O primeiro encheu e devolveu a cota aos outros dois.

7h

Carro Acheio
Carro Bcheio
Carro Ccheio

Os tres saem cheios.

Ninguem espera.

Uma noite com tres carros e 15 kW de folga. A esquerda, o sistema liga e desliga carregadores: dois carregam a 7 kW e um espera a noite toda. A direita, a folga e dividida: os tres carregam a 5 kW ao mesmo tempo e, quando o primeiro enche, os outros dois sobem para 7 kW.

100 A22 kW disponiveis

Convencional

3

Com balanceamento

6

2× mais vagas

200 A44 kW disponiveis

Convencional

6

Com balanceamento

13

2,2× mais vagas

Mesma energia disponivel, contada das duas maneiras. Convencional reserva 7 kW por ponto tenha carro na vaga ou nao; o balanceamento elimina a reserva. Numeros da mesma simulacao da tabela abaixo, na coluna de uso cotidiano.

Quantos carregadores cabem no seu padrão

Simulação de noites completas com o mesmo motor de rateio que roda no controlador. “Serviço” é a proporção de carros que atinge a meta do morador até a hora de sair.

Disjuntor geralCarregadores a ≥95% de serviçoa ≥99%
50 A32
63 A43
100 A65
150 A108
200 A1311
300 A2016
400 A2622

Regra prática: 15 A por carregador para ≥95% de serviço, 18 A para ≥99%, com piso de 6 A por carro (IEC 61851) e 5 A de margem. O modelo é monofásico no pior caso — todos os carregadores na mesma fase. Na prática as vagas são distribuídas entre as fases e sobra mais, então trate a tabela como piso conservador e não como teto.

Quer a conta para o seu prédio, com o custo de 36 meses comprando ou alugando? Use a calculadora para condomínios.

Como funciona

Medir, decidir, confirmar

  1. Um medidor no ramal de entrada

    Um medidor lê a corrente que o prédio está puxando agora — elevador, bombas, iluminação, os apartamentos. É a única entrada que o balanceamento estático não tem.

  2. O orçamento é o que sobra

    orçamento = padrão × 0,8 − prédio − margem. À noite, quando os carros estão na garagem, é justamente quando o prédio consome menos — e é essa folga que o controle estático precisa jogar fora o ano inteiro.

  3. Um controlador local, na garagem

    O rateio foi projetado para rodar dentro do condomínio, não na nuvem: se a internet do prédio cair, o balanceamento continua. Se o medidor, o controlador ou a comunicação falharem, cada carregador cai sozinho para o seu limite de contingência (normalmente 6 A) em até 5 segundos.

  4. Nunca sobe sem confirmar

    Antes de liberar mais corrente para um carro, o controlador espera a medição provar que o outro carro realmente baixou. Somar números no papel não protege disjuntor nenhum.

A divisão em si é simples: o orçamento do instante é repartido em partes iguais, em ampères, entre os carros que estão carregando, e quem não consegue usar a parte que lhe cabe devolve o restante para os outros. O controlador não concede menos de 6 A a ninguém — abaixo disso o carro simplesmente para. Quando não há orçamento para todos acima do piso, os últimos a chegar entram em fila, por ordem de chegada, em vez de todos ficarem num valor em que ninguém carrega.

O que muda na prática

Por que este e não outro

Nunca distribuimos energia que nao tenhamos confirmado estar livre.

  1. Ultima barreira

    O disjuntor geral do predio

    A barreira fisica final. Nosso trabalho e que ele nunca tenha motivo para atuar.

  2. Na garagem

    O carregador

    Oferece ao carro so o que foi autorizado. Sem contato, cai sozinho para o limite de contingencia (6 A) em ate 5 s.

  3. A cada poucos segundos

    O controlador local

    Mantem a soma das autorizacoes abaixo do disponivel. So aumenta apos confirmacao.

  4. Fora do predio

    A nuvem

    Relatorios, cobranca e suporte remoto. Deliberadamente fora do circuito de seguranca.

O balanceamento dinâmico não é exclusividade da âmbar-e — outras plataformas oferecem algo com esse nome. O que descrevemos acima é o que a nossa faz: controle local que sobrevive à queda de internet, folga medida em vez de estimada, e nenhuma amarração do condomínio a um operador.

Topologia

Onde cada peça fica, e para que lado a informação anda

âmbar-e nuvem

connect · csms · faturamento

Condomínio — rede local

Quadro de entrada

controlador

decide as concessões

medidor

consumo do prédio

alimenta

Garagem 1

quadro · limite usável

  • vaga 101
  • vaga 102

Garagem 2

quadro · limite usável

  • vaga 201
  • vaga 202

Cada carregador disca para o controlador em OCPP 1.6J, pela rede do prédio. Quem inicia a conversa é o carregador — de fora, ninguém inicia nada.

O controlador manda relatório para a nuvem a cada cinco minutos, enada na nuvem consegue alcançar o controlador. É isso que faz o balanceamento continuar funcionando com a internet fora do ar — e é isso que impede que alguém de fora mande no quadro do seu prédio.

Como dimensionamos o seu prédio

O número de carregadores que aparece na sua proposta sai da capacidade real medida na entrada do prédio, cruzada com o comportamento de uma noite inteira de recargas — não de uma regra de bolso de catálogo. É por isso que ele costuma ser bem maior do que o primeiro palpite de quem divide a energia disponível pela potência de um carregador.

O controle fica num controlador instalado no próprio prédio, e não na nuvem. Na prática isso quer dizer que o balanceamento continua funcionando mesmo com a internet fora do ar; relatórios, faturamento e gestão remota é que dependem de conexão.

Antes de especificar

O que você precisa saber

Quais modelos participam

Balanceamento dinâmico exige OCPP: SMART, SMART 4G e PROjá saem de fábrica assim. HOME e PAY saem sem OCPP, e são atualizáveis para OCPP pelo app âmbar-e BLUE porR$ 1.400, uma vez, por carregador — feito o upgrade, entram na plataforma e passam a aceitar o mesmo comando de limite de corrente. Carregador de outra marca também participa, desde que fale OCPP 1.6 e aceite esse comando.

E o carregador que o morador já tem? Entra pela mesma porta: precisa falar OCPP 1.6 e aceitar o comando de limite de corrente. Um equipamento que não aceita não é excluído por nós — ele se exclui sozinho. E num prédio com entrada compartilhada o efeito não é só ficar fora do relatório: ele tem de ser dimensionado na potência cheia, porque não há como reduzi-lo quando a folga acabar. Cada ponto assim ocupa orçamento que teria atendido outras vagas.

Norma e concessionária

A ABNT NBR 17019 admite fator de demanda menor que 1 no circuito de distribuição onde há controle de carga. Mas quem decide o valor declarado é a concessionária, e elas divergem entre si —não prometemos que a sua vá aceitar demanda reduzida. Dimensionamos com e sem o benefício para você comparar.

Dois jeitos de contratar

Por prédio ou por quadro

Por prédio — a folga medida da entrada

O controlador lê, a cada poucos segundos, a corrente que o prédio inteiro está puxando no ramal de entrada, e entrega aos carros a folga que existe naquele instante. À noite, quando o prédio consome pouco, a folga cresce — é assim que o mesmo padrão de entrada atende mais carros.

Usa o kit de medição, instalado no quadro de entrada. Vários quadros atrás da mesma entrada contam como um prédio só.

Por quadro — uma potência definida

Para um quadro que alimenta só carregadores, com uma potência reservada para eles. O controlador reparte essa potência entre os carros que estão carregando — mesmo piso de 6 A, mesma fila por ordem de chegada — sem medidor.

Como o valor é fixo, ele é definido no projeto do eletricista: é a potência que o quadro tem disponível para a recarga.

O dimensionamento mostra qual dos dois atende o seu prédio. Por quadro é o caminho mais simples; por prédio aproveita a folga real da entrada e costuma colocar mais carros no mesmo padrão.

Preço

Quanto custa

ADLB — balanceamento dinâmico de carga

R$ 3.600* + R$ 199/mês por prédio ou por quadro

* Por quadro: balanceamento numa potência definida, sem medidor. Por prédio: usa a capacidade livre da entrada, com kit de medição à parte, a partir de R$ 1.100, conforme o disjuntor geral.

R$ 3.600 pelo controlador, aquisição única, eR$ 199 por mês pelo software, por prédio ou por quadro — não por carregador: acrescentar mais um ponto não muda nenhum dos dois valores. Há também o plano anual do software: R$ 1.990 por ano, 12 meses pelo preço de 10, pagos antecipadamente — a mensalidade continua disponível.

A mensalidade é cobrada junto do âmbar-e Connect, que é R$ 49 por carregador por mês (R$ 69 se o carregador for de outra marca), ou R$ 490 / R$ 690 por ponto no plano anual — e já vem incluso em qualquer carregador alugado. Projetos com muitas licenças podem ter desconto por volume — consulte.

Upgrade OCPP do HOME e do PAY

R$ 1.400, uma vez, por carregador

Comprado dentro do aplicativo âmbar-e BLUE. Depois dele o HOME ou o PAY fala OCPP, entra no Connect e passa a participar do balanceamento e do rateio automático — sem trocar o equipamento e sem visita técnica. SMART, SMART 4G e PRO já saem de fábrica com OCPP e não precisam dele.

Como o balanceamento funciona no dia a dia, como conferir que ele está agindo e o que fazer quando parece errado:manual do balanceamento de carga.

Dimensionamento

Quantos carregadores cabem no seu padrão?

Mande a conta de luz e a planta do quadro. A gente dimensiona e responde com números — quantos pontos hoje, quantos com balanceamento, e o que muda no orçamento da obra.

Seus dados